14 de março de 2012

A CONTRACULTURA

 

Contracultura, aposto que muitos já ouviram falar, mas também sei que muitos nem fazem ideia do que esse movimento significou na transformação da nossa sociedade e não sabem também o quanto devemos agradecer aos que protagonizaram esse movimento fora e dentro do nosso país, graças a eles não estamos mais presos a normas rígidas que existiam até a década de 1960.

Para começar podemos dizer que a contracultura foi uma espécie de revolta, um protesto contra a cultura, óbvio não? Sim, mas o que não se sabe é que o maior expoente, e o mais influente também, da contracultura foi o movimento Hippie, credo esse povo que não toma banho e fuma maconha?! Não pensem assim, afinal nem todo hippie é igual. Mas o principal dessa cultura é que pregavam a não violência gandhiana. Sim Gandhi, para quem não sabe foi um líder indiano que libertou a Índia do domínio britânico se rebelando pacificamente, mas essa é outra história.

Alguns autores dizem que a contra cultura teve seu início com os Beatniks, movimento contracultural dos anos 1950 eram antimaterialistas. O nome Beatnik veio do submundo do período, uma gíria comprimida de “beaten down”, que queria dizer oprimido, mas o pensador Jack Kerouac deu um significado mais espiritual a palavra, que terminou por significar perdido, portanto a “Geração Beat” era a “Geração Perdida”.

Opa, isso não parece familiar? Pois é, a juventude, pensadora claro, é sempre uma geração perdida, porque afinal, pensar dói, e este escritor que vos fala tem enxaquecas continuas e terríveis, e vou continuar a tê-las, porque o remédio, é voltar a ignorância e isso com certeza já não é mais possível.

Voltando a “contracultura” podemos dizer que possuíam um sentimento de desprendimento material e de preconceitos, as formas de protesto eram geralmente pacíficas. A insatisfação com a sociedade promoveu essa transgressão dos valores vigentes. Afinal como diria nossa musa da contracultura Rita Lee “sou do tempo em que suruba era encontro cultural”. Woodstock foi um bom exemplo disso.

Claro esse movimento nem sempre foi pacifista, no Brasil, por exemplo, ele toma dois rumos, o pacifista e o movimento de esquerda, lembremo-nos que nessa época o Brasil passava por uma ditadura militar de um golpe que aconteceu em 1º de abril de 1964, e se algum militar disser para vocês que não foi nessa data ele só não quer pagar mico.

E então depois de falarmos sobre a contracultura, que tal falarmos um pouco de moda? Voltando um pouco, é bom lembrarmos que o inicio da contracultura começa com o fim da segunda grande guerra, existiam muitas restrições de comida e tecidos na Europa, enquanto os Estados Unidos não foram atingidos por estas, portanto, a moda tem uma parada nesse período inicial no velho mundo, enquanto o novo mundo produz continuamente. A década de 1950 foi bem promissora para a moda, mas ainda estava restrita quanto as silhuetas, mulheres bem femininas e rígidas.

A revolução começa mesmo na década de 1960, há uma explosão consumista. Ao contrário do que filosofava a contracultura que pregava contra o materialismo excessivo, essa década foi marcada pelo consumismo e pela explosão de cores e formas diferentes, em alguns casos visuais no estilo espacial, mas também foi uma cultura de massa, as roupas ficaram mais baratas e mais pessoas puderam consumir. A moda teve também mais inspiração nas ruas, houve mesmo uma moda beatnik.

Já a década de 1970 foi menos consumista, o movimento hippie e suas comunidades agrícolas e saudáveis representaram a filosofia da contracultura, os tecidos e as formas ficaram mais leves e mais floridas, enfim a contracultura alcança o mundo da moda.

Assim acho que vocês puderam perceber que a moda, como já disse antes, produziu um discurso, a filosofia da contracultura.

E é o que tem pra hoje!

LAVER, James. A roupa e a moda :uma historia concisa. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. 285p.

http://www.mundoeducacao.com.br/sociologia/contracultura.htm

http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=efDbeNpbZaMC&oi=fnd&pg=PA64&dq=contracultura&ots=pDyffSNpng&sig=OYm10Zdibai723PatuAZC6OwCcc#v=onepage&q=contracultura&f=false

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